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Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2023

Política Nacional

Grande São Paulo ainda tem 200 mil imóveis sem energia após chuvas

MTST-SP faz manifestação exigindo a restauração do serviço de energia, a responsabilização da concessionária pelos prejuízos causados à população do estado e um plano de ação.

Roberto de Albuquerque Cavalcanti
Por Roberto de Albuquerque...
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Grande São Paulo ainda tem 200 mil imóveis sem energia após chuvas
© Rovena Rosa/Agência Brasil
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Após quatro dias da tempestade que atingiu área de concessão da Enel, 200 mil imóveis continuam sem energia elétrica nesta terça-feira (7).

A empresa informou, em nota no site, que a energia foi restabelecida para 90% dos clientes que tiveram o fornecimento impactado. No total, 2,1 milhões de pessoas ficaram sem energia elétrica depois das chuvas de sexta-feira (3).

Manifestação

Notícias relacionadas:Nunes ameaça processar Enel se energia não for restabelecida até terça.SP: comerciantes e moradores calculam prejuízo após 3 dias sem energia.O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST-SP) fez manifestação na manhã de hoje em frente ao prédio da Enel, no Morumbi. Os manifestantes exigiam a restauração do serviço de energia, a responsabilização da concessionária pelos prejuízos causados à população do estado e um plano de ação eficiente para as temporadas de chuvas.

O movimento ressaltou que entre os imóveis afetados estão estabelecimentos comerciais, escolas e até hospitais e que, em alguns bairros, ainda falta energia. O MTST denuncia o sucateamento dos serviços públicos no estado de São Paulo, apontando que a situação tem se intensificado por conta das privatizações.

“Recebemos inúmeras denúncias de comunidades inteiras sem energia por mais de 50 horas. Inúmeras pessoas perderam o pouco que tinham para comer sem qualquer retorno da empresa pelos canais de comunicação. Exigimos a retomada imediata do serviço de energia, o ressarcimento e a responsabilização pelos danos causados. O que aconteceu em São Paulo nos últimos dias é um alerta sobre resultados nefastos das privatizações dos serviços básicos no Estado de São Paulo. A Enel de hoje pode ser a Sabesp de amanhã”, disse Débora Lima, coordenadora nacional do MTST, em nota.

FONTE/CRÉDITOS: Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil
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