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       Um importante interlocutor com pedido de reservas me confidenciou que o prefeito do município não negou apoio a pretensão da Ex Prefeita Madalena em sair candidata a Deputada, mas, também disse esse interlocutor, sem a garantia da força necessária que essa pretensão exige. O que chamamos de “força necessária” é um eufemismo para fazer, desde de que dentro da lei, o uso do poder da máquina municipal para cabalar votos para Madalena. Ou seja, segundo esse informante, foi negado a se fazer por Madalena, aquilo que ela tanto fez para eleger o seu sucessor. Como bem dissemos em recente entrevista a Tv Arcoverde, Madalena foi sábia em declinar sua pretensão. O processo não iniciara bem e como política experiente que é, deixou correr solto e nem mesmo havia se preocupado em alinhavar apoio na região, sua base eleitoral. Resta a estranha sensação de uma politica que desconhece a derrota eleitoral não reunir condições de sair candidata a Assembleia Legislativa, quando esta entregou a cidade com mais de 56% de aprovação e com o IDEB e o IDH melhores do que quando a recebeu.

Vale lembrar que o temor de correr riscos não faz parte da biografia politica de Madalena, tanto o é que foi a primeira gestora a aderir a campanha da primeira eleição de Paulo Câmara a governador quando este ainda estava com apenas míseros 5% de intenção de votos nas pesquisas. Na verdade Madalena pode haver sido obrigada, pela força das circunstâncias a dar um passo atrás, para quem sabe, depois dar um passo a frente. Uma votação inexpressiva a inviabilizaria e macularia sua trajetória de êxito em todas as eleições que disputou.

        Sua não eleição poderia ser entendida como sendo uma derrota pessoal e não da gestão. Em sua longeva carreira política, Madalena sabe que o tempo é o senhor da razão e que o poder além de ser transitório, ilude e embriaga. Não vale a pena queimar navios numa batalha já antecipadamente perdida.

        O contrário pode ocorrer ao líder do Governo, o vereador mais votado, Luciano Pacheco. Esse tem sido um líder que não mede esforços na defesa incondicional da gestão, até mesmo no recente projeto: o injustificável e impopular aumento dos salários da estrutura do executivo. Ouvi do mesmo interlocutor que também a Luciano fora dada as mesmas condições oferecidas a Madalena, mas, diferente da Ex prefeita, Luciano poderá partir para uma eleição sacrificial, impedindo o renascimento político do Ex Deputado Federal e duas vezes prefeito Zeca Cavalcanti. Diferentemente de Madalena, Luciano nada perde ao não ser eleito e se repetir na cidade a sua votação para vereador na última eleição, esses votos serão considerados seus e constrangerá a gestão municipal, afinal, mais de 76% de aprovação obriga a gestão a transferência cavalar de votos a Luciano.  O resultado eleitoral poderá deixará alguém nu.  Finalmente, Madalena ganha com o recuo, pois, mantém o seu capital político intocável e semelhantemente ganha Luciano ao partir para o sacrifício, no entanto alguém aquém dos dois poderá perder, além do que os sacrifícios exigem uma compensação a altura. Não é por isso que amamos a análise política?

FONTE/CRÉDITOS: Djnaldo Galindo
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