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O prefeito que escuta, mas, não ouve

A frase do título acima não é nossa

O prefeito que escuta, mas, não ouve
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A frase do título acima não é nossa, mas sim do Vice-prefeito Israel Rubis e consta na sua carta de exoneração a pedido onde elenca os motivos de sua ruptura politica com atual gestor. Dias desses, um Segura-Pasta dono de uma sinecura na gestão atual me acusou num grupo de WhatsApp de que “por viver correndo, não escuta o povo e por isso critica o atual governo e que ao contrário, o prefeito está sempre andando em contato com o povo, visitando as obras, onde ouve diretamente as suas demandas e as executa”. Eu sei de uma senhora que após perambular vários dias atrás de uma consulta oftalmológica para uma criança, teve que fazer particular. Sei ainda de unidades de ensino com paredes esburacadas e de crianças transportadas como gado humano em direção a escola.  Sei tantas coisas que não cabem nesse texto, mas, que certamente o povo pobre deve tá sentindo, como um casal que teve a rua asfaltada e que nas últimas chuvas teve a casa inundada por uma grande goteira que não foi reparada por causa que ambos, ele e ela, estão desempregados, apesar da “mobilidade” da rua onde moram.  O fato é que o prefeito está sempre na rua, visitando as obras. As fotos mostram-no sempre lá no meio de imagem em primeiro plano a apontar para o horizonte, dando orientações, falando com povo, as vezes agachado para se por no mesmo nível, quando o dialogo é com crianças. Agora, não satisfeito com esse excesso de escuta que segundo pesquisas lhe dão quase 80% de aprovação, o escutador geral do município começa a levar a Corte até os bairros. O nome da gerigonça é “ A Prefeitura quer ouvir você”, então novamente a população, numa espécie de assembleia popular onde as necessidades são ditas diretamente ao prefeito, que sentado fica ao centro do balcão. Penso que 80% não bastam e ele que agora ruma a unanimidade. Vê-se numa caricatura que de longe lembra os programas Prefeitura nos Bairros e do Orçamento Participativo dos nos 90 no Recife. Resta saber para que servem as escutas que ele faz nas visitas diuturnas as obras (me espanta ele ainda não haver notado que muitas não têm placas do custo e prazo de conclusão) ou para que servem os requerimentos dos vereadores, esses sim, os políticos mais sensíveis as carências das comunidades. Resta saber porque não se fortalecem as Associações de Moradores de cada bairro, verdadeiros vetores da realidade da população, podendo inclusive elencar as prioridades, escolhendo telhas ao invés de asfalto. A resposta talvez esteja na possibilidade de que tais práticas impeçam o registro fotográfico, onde o escutador geral do município seja bem fotografado.  Parecer escutar é menos custoso que de fato ouvir.

FONTE/CRÉDITOS: djnaldo galindo
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